Veja dicas para proteger seu patrimônio na hora da comercialização de bois gordos

Proteção do patrimônio na comercialização de bois gordos. Parte 1: Vender à vista ou com prazo?

ESTRATÉGIA – Por Daniel Pagotto.

Você conhece alguém que tenha perdido dinheiro na venda de bois gordos para frigoríficos que quebraram? Se você é pecuarista eu imagino que a resposta seja positiva!

Conheço algumas histórias de pecuaristas que, na busca de valorizar o seu produto, acabaram vendendo os animais à prazo com um pequeno ágio para um frigorífico de confiança (ou não), e que até hoje não recuperaram os valores. Certamente em alguma roda de conversa você já discutiu algo parecido.

O foco aqui não é discutir o mérito para as razões pelas quais as empresas frigoríficas passam dificuldades, mas sim cuidar do seu capital a ser recebido, através de uma estratégia muito simples. Talvez a minha conclusão seja óbvia para alguns, mas espero ajudar quem não possui um procedimento bem definido.

Vamos enfatizar que o momento da VENDA de bois gordos está entre as ações cruciais do seu negócio! Nesta operação você transforma em moeda corrente todo o trabalho gerado nos meses ou anos que anteciparam este abate, independentemente do sistema de produção. Se errar aqui, é provável que passe por alguma turbulência financeira.

Qual seria então a maneira mais coerente para se definir esta situação? Entendemos que são duas as indicações:

1- Venda sempre à vista!
Nesta situação, em tese o dinheiro entrará na sua conta em um ou dois dias úteis, minimizando o intervalo de tempo para algo de errado acontecer. Conheço pessoas que conseguem receber no momento do embarque dos animais! O princípio desta decisão está no fato que você não conhece a informação financeira do seu cliente e, portanto, será muito mais seguro não se arriscar.

2- Venda à prazo apenas para empresas de capital aberto (após análise de relatórios de mercado)
As empresas listadas na BMF/Bovespa seguem normas rígidas, e devem reportar com frequência ao mercado os seus números e suas decisões mais importantes, ou seja, as informações são públicas. Assim, diversas instituições financeiras e alguns fundos de investimento emitem relatórios recomendando compra ou venda de ações destes Grupos frigoríficos. Tenham certeza que existe muito dinheiro na mesa nestas operações, valores exponencialmente maiores que o seu capital a receber na venda dos seus animais. Neste caso, se houver alguma desconfiança na empresa escolhida, ou se as ações estiverem com queda expressiva sem explicação clara, veja outra opção para o abate ou volte para a venda à vista!

Com isso estamos recomendando um novo hábito no dia a dia da pecuária, que é a leitura frequente dos relatórios sobre as empresas frigoríficas de capital aberto (seu Banco de confiança poderá te enviar). Certamente as informações poderão dar um bom indicador da saúde destas empresas, assim como detalhes e particularidades do negócio, como exportações, expectativa de consumo no mercado interno, expectativa de preços futuros e muito mais. Atualmente as empresas listadas na BMF são Minerva, Marfrig e JBS.

Esta nova visão para a tomada de decisão na venda de bovinos, pode se tornar uma ferramenta muito importante na gestão da sua atividade pecuária. Seus riscos serão avaliados de maneira mais concreta e sua visão de mercado deverá se amplificar.

Bons negócios!

Em outros textos abordaremos novos temas relacionados à proteção de patrimônio na pecuária.

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